Pilotin, Anthology AI e Predator Sports vencem o Startup Competition da Maravalley Week
Primeira edição do evento antecipou debates da semana do Web Summit Rio e reuniu startups, grandes empresas, investidores, especialistas e representantes do poder público em mais de 30 horas de conteúdo gratuito.
Criada para antecipar debates que movimentam o ecossistema de inovação na semana que antecede o Web Summit Rio, a Maravalley Week reuniu do dia 1º a 3 de junho startups, empresas, investidores, pesquisadores, representantes do poder público e especialistas em uma programação com mais de 30 horas de conteúdo gratuito com painéis, masterclasses, workshops, sessões de networking, exposições de startups e uma Startup Competition promovida pelo hub. A programação abordou temas como inteligência artificial, energia, data centers, marketing, venture capital, inovação corporativa, segurança pública, transformação digital, desenvolvimento de talentos e internacionalização de negócios.
A abertura do evento contou com a presença do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Osmar Lima, reforçando a conexão entre o Maravalley e a estratégia de desenvolvimento econômico e inovação construída pela Prefeitura do Rio. Durante sua participação, o secretário destacou a importância da colaboração entre governo, empresas, universidades e empreendedores para fortalecer a posição da cidade como um dos principais polos de tecnologia do país.

Ao longo da programação, representantes de grandes empresas compartilharam experiências concretas sobre inovação aplicada aos negócios e os desafios de transformar tecnologia em resultado.
Representando a Axia Energia, uma das empresas residentes do Maravalley e atualmente a maior geradora de energia renovável do Hemisfério Sul, Maiza Goulart destacou a importância da aproximação entre grandes empresas e startups para acelerar soluções capazes de gerar impacto real.
“Não buscamos inovação apenas pela inovação. Buscamos soluções que resolvam desafios reais e gerem impacto para o negócio. Eventos como a Maravalley Week são importantes porque aproximam quem tem problemas concretos de quem está criando as soluções para resolvê-los”, afirmou.
A executiva também apresentou resultados do programa de inovação da companhia, que alcançou índices expressivos de conversão de desafios corporativos em contratos efetivamente implementados, demonstrando o potencial da inovação aberta quando conectada às necessidades reais do mercado.
Já Camillo Torquato, Chief of Staff da PD7 Tech, ressaltou o papel dos ecossistemas de inovação na geração de conexões capazes de acelerar negócios e ampliar oportunidades para empresas em diferentes estágios de maturidade: “O Rio é uma cidade de conexões e oportunidades. O papel de ecossistemas como o Maravalley é justamente acelerar essas conexões e ajudar startups a encurtarem caminhos, seja para conquistar clientes, captar investimentos ou alcançar mercados internacionais.”

A programação também reuniu especialistas, empreendedores, investidores e executivos que apresentaram casos práticos de utilização da inteligência artificial em diferentes setores da economia. Entre os destaques estiveram workshops sobre uso de IA generativa, engenharia de prompts, aplicações corporativas, automação de processos e marketing orientado por inteligência artificial. O evento contou ainda com a participação de representantes de instituições acadêmicas, empresas de tecnologia, startups residentes e corporações nacionais que compartilharam experiências reais de implementação tecnológica, reforçando o caráter prático da programação.
Outro destaque foi o painel sobre tecnologia aplicada à gestão pública, que reuniu o vereador Flávio Valle e o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior. Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas da Prefeitura do Rio relacionadas ao uso de dados, monitoramento urbano, inteligência artificial e ferramentas digitais voltadas para a segurança pública e a melhoria dos serviços oferecidos à população.

A presença de representantes do poder público ao longo da programação reforçou uma das características centrais do ecossistema construído pelo Maravalley: a capacidade de aproximar empreendedores, empresas, universidades e governo em um mesmo ambiente de diálogo e colaboração.
STARTUP COMPETITION RECONHECE SOLUÇÕES DE ALTO POTENCIAL
Após um processo de avaliação que considerou critérios como maturidade do negócio, potencial de mercado, capacidade de execução, diferenciação tecnológica e escalabilidade, três startups foram premiadas:
• 1º lugar: Pilotin – plataforma de Open Finance e crédito inteligente;
• 2º lugar: Anthology – solução de geração de vídeos com inteligência artificial para marketing de performance;
• 3º lugar: Predator Sports – plataforma que transforma dados corporais em indicadores de saúde, prevenção e performance.
As três vencedoras representam segmentos profundamente impactados pela transformação digital e pelo avanço da inteligência artificial: finanças, marketing e saúde.

Segundo Júlio Azevedo, diretor de Relações Institucionais do Maravalley, a competição foi estruturada para identificar negócios com potencial real de crescimento e alinhados às principais tendências do mercado.

“Desenvolvemos uma metodologia própria de avaliação baseada em cinco perfis que normalmente compõem uma banca de startups: investidores de venture capital, corporate venture capital, especialistas em tecnologia, acadêmicos e perfis visionários do ecossistema. A partir desse framework, utilizamos agentes de IA para analisar os pitch decks e os vídeos enviados pelas empresas, avaliando critérios como inovação, potencial de mercado, maturidade do negócio e aplicação da inteligência artificial. O resultado foi um processo mais consistente, capaz de cruzar diferentes perspectivas e identificar não apenas as startups mais bem preparadas, mas também o grau de centralidade da IA dentro de cada modelo de negócio”, explicou Júlio.

“O Pilotin é residente do Maravalley, o que por si só já é importante para estarmos conectados a um relevante hub de tecnologia e inovação. Ficar em primeiro lugar na Startup Competition da Maravalley Week significa que estamos no caminho certo para apoiar a democratização do acesso ao crédito no Brasil, de maneira 100% digital via infra-estrutura de Open Finance. Além disso, participar do Maravalley Week representou a possibilidade de conhecer novos negócios e players inovadores”, afirma Marcio Lewensztajn, CFO da Pilotin.
“Estar conectados ao Maravalley é muito importante para a Anthology AI, porque o ecossistema representa a potência criativa, tecnológica e empreendedora do Rio. O reconhecimento na Startup Competition valida a relevância do que estamos construindo com o Anthology Scenes, nossa plataforma de geração de vídeos com inteligência artificial para marcas. Esse momento reforça que startups brasileiras podem criar tecnologia de ponta, com identidade própria, visão global e impacto real no mercado”, compartilha Marcelo Doin, co-fundador e CEO da Anthology AI.
“Estar entre os vencedores na Competition da Maravalley Week, é mais um marco importante que valida a robustez da nossa tecnologia. O vínculo com o Hub mais importante do Rio de Janeiro, fortalece nossa autoridade institucional e nos posiciona estrategicamente ao lado dos grandes players do mercado tech nacional. Esse reconhecimento prova que o ecossistema está pronto para soluções preditivas, nos dando a tração necessária para liderar a revolução dos dados aplicados à performance, saúde e longevidade”, explica Mariane Theobaldo, CEO da Predator Sports.
UM HUB QUE CONECTA PESSOAS, IDEIAS E OPORTUNIDADES
Além da programação de conteúdo, a Maravalley Week também funcionou como uma vitrine para startups, empresas e projetos que hoje fazem parte do ecossistema do hub.
Segundo Daniel Barros, CEO do Maravalley, o evento simboliza uma nova etapa da trajetória do espaço, que desde sua inauguração vem se consolidando como um ambiente permanente de inovação, colaboração e geração de negócios.

“O Maravalley nasceu para ajudar o Rio de Janeiro a recuperar seu protagonismo na economia da inovação. Hoje vemos essa visão se materializando diariamente por meio das conexões, dos negócios e das oportunidades que surgem dentro do hub. A Maravalley Week é uma celebração dessa construção coletiva e um convite para que mais pessoas participem dela.”
Durante sua apresentação, Daniel relembrou a trajetória do hub desde sua inauguração e destacou o crescimento do ecossistema construído ao longo dos últimos meses, reunindo startups, empresas, universidades, investidores e organizações parceiras em torno de uma visão comum para o futuro da cidade: “Nosso objetivo nunca foi apenas criar um prédio ou um espaço físico. Queremos construir um ambiente onde conhecimento, conexões e oportunidades se transformem em negócios, impacto e desenvolvimento para a cidade.”
O CEO também apresentou algumas das próximas iniciativas do Maravalley, incluindo a criação de plataformas voltadas para conexão de talentos e geração de negócios, além da divulgação de um amplo mapeamento do ecossistema de startups do Estado do Rio de Janeiro.
“Estamos trabalhando para transformar o Maravalley em uma grande vitrine viva de tecnologia, conectando empresas, talentos, universidades e startups em uma plataforma cada vez mais estruturada para gerar oportunidades e acelerar o ecossistema.”
Entre os projetos anunciados estão uma plataforma dedicada à conexão entre talentos e oportunidades profissionais, uma plataforma voltada à geração de negócios entre os membros da comunidade e um dos mais completos levantamentos já realizados sobre o ecossistema de startups fluminense, reunindo informações sobre mais de mil empresas de base tecnológica do estado.
A primeira edição da Maravalley Week encerrou reforçando o posicionamento do hub como um dos principais pontos de encontro entre tecnologia, empreendedorismo, poder público e desenvolvimento econômico no país. Ao antecipar debates da semana do Web Summit Rio, o evento consolidou uma visão que tem orientado a atuação do Maravalley desde sua criação: criar ambientes onde conhecimento, conexões e oportunidades possam se transformar em negócios, inovação e impacto real
