Rio Grande do Sul leva seis finalistas ao principal prêmio brasileiro dos ambientes de inovação
Estado aparece entre os selecionados do Prêmio Nacional Anprotec 2026 em categorias ligadas a incubação, aceleração e parques tecnológicos. / Foto: Divulgação
O Rio Grande do Sul será um dos estados mais representados na fase final do Prêmio Nacional Anprotec de Empreendedorismo Inovador 2026. Dos 15 finalistas anunciados nacionalmente, seis são gaúchos — uma presença que espalha o estado por diferentes camadas da infraestrutura de inovação, de incubadoras universitárias a programas de aceleração e parques tecnológicos.
A seleção será levada agora ao palco da 36ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação, encontro anual que reúne incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos, universidades, empresas e agentes públicos ligados ao empreendedorismo inovador. Em 2026, a conferência será realizada em Manaus (AM), de 29 de junho a 2 de julho, sob o tema “Consolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro”.
Os finalistas apresentarão suas candidaturas durante o Demoday, em 29 de junho de 2026, a partir das 8h, em Manaus. A premiação será realizada em 1º de julho, também dentro da programação da conferência. Segundo a Anprotec, a edição deste ano recebeu 64 candidaturas, superior ao registrado em 2025.
No caso gaúcho, o dado chama atenção menos por um nome isolado e mais pelo desenho que revela. O estado concentra os três finalistas da categoria Incubadora de Empresas — CEI/UFRGS, Unitec Unisinos e Pulsar/UFSM —, além de colocar dois representantes entre as aceleradoras, com BRDE Labs RS/Feevale e Ventiur, e um nome na categoria Parque Científico e Tecnológico, com o UPF Parque, de Passo Fundo.
A leitura que emerge é a de um ecossistema que combina densidade universitária, formação de novos negócios e estruturas de apoio mais distribuídas pelo território. Porto Alegre, São Leopoldo, Santa Maria e Passo Fundo aparecem, na mesma premiação, como nós de uma rede que não depende apenas da capital e mantém ativos relevantes em etapas diferentes da jornada de inovação.
Entre os finalistas do estado, há perfis distintos. O CEI/UFRGS chega com um case ligado à excelência em deep techs e à institucionalização do pipeline de inovação na universidade; a Unitec, da Unisinos, reforça a tradição de São Leopoldo como um dos polos mais maduros do Sul; a Pulsar/UFSM representa a força de Santa Maria na articulação entre pesquisa, empreendedorismo e startups; o BRDE Labs RS, em parceria com a Feevale, aparece no eixo da aceleração regional; a Ventiur reforça a frente de investimento e tração; e o UPF Parque leva à final sua plataforma de inovação aberta e a estruturação do Passo Fundo Valley.
